quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Homenagem ao actor Canto e Castro

Henrique Vaz de Canto e Castro nasceu em Lisboa a 24 de Abril de 1930.
Estreou-se (ainda aluno do Conservatório Nacional de Teatro) na histórica companhia dos Comediantes de Lisboa, em 1946, ao lado de João Villaret, Assis Pacheco, António Silva, Ribeirinho (também encenador), entre outros. Distinguido pelo Conservatório Nacional com o Prémio Eduardo Brazão (1947), ingressa no Teatro Apolo, com Laura Alves e Assis Pacheco. De seguida integra o elenco fixo do Teatro Nacional, onde conquista o Prémio da Crítica em 1964. Depois do Teatro Monumental fixa-se numa companhia sediada no Teatro Villaret, constituída por Eunice Muñoz, José de Castro, Fernando Gusmão, entre outros. No Teatro Aberto (sob a direcção de João Lourenço) conquista mais um Prémio da Crítica, após ter ganho o Prémio de Melhor Actor pela Associação Portuguesa de Críticos com A Excepção e a Regra, de Bertolt Brecht, encenado por Joaquim Benite na Companhia de Teatro de Almada. É em 1999 que interpreta o papel de bobo em Rei Lear, de Shakespeare, encenado por Richard Cotrell, no TNDMII. Contou ainda com numerosas participações no teatro radiofónico da Emissora Nacional, onde ingressara aos 12 anos.

No cinema foram quase 50 as películas em que participou, estreando-se em 1957 em Perdeu-se Um Marido, de Henrique Campos, trabalhando depois com realizadores como Augusto Fraga, Rogério Ceitil, Lauro António, Luís Galvão Teles, Solveig Nordlund, António de Macedo, Manuel Mozos, Yvan Chiffre, Joaquim Leitão, Pedro Costa, João César Monteiro, João Botelho, João Mário Grilo, Wim Wenders, Fernando Matos Silva, José Fonseca e Costa, António Pedro Vasconcelos, Alain Tanner, Leonel Vieira, Maria de Medeiros, Manuel de Oliveira, Raoul Ruiz, Teresa Garcia, entre outros.

Na TV estreia-se na Peça "Perdeu-se um marido" em 1957. Participou em várias séries como Zé Gato, Duarte e Companhia, Fura Vidas, Esquadra de Policias, O Processo dos Távoras, Polícias, Alentejo sem lei, Major Alvega, Residencial Tejo, A Ferreirinha emtre outras. Participou também nas novelas Desencontros, Roseira Brava, Filhos do Vento, Vidas de Sal, Anjo Selvagem e Mistura Fina.

Fez ainda diversas dobragens de desenhos animados como a voz do Bocas, o avô da Heidi, o Flip da Abelha Maia, o Mestre do "Era uma vez o Espaço" entre outros. Nos anúncios deu voz ao Capitão Iglo, ao anúncio do Calipo e muitos outros.

Lavado em Lágrimas, de Rosa Coutinho Cabral, foi a sua última aparição no cinema e A Rainha do Ferro Velho, de Garçon Kanin, encenado por Filipe La Féria (Teatro Politeama), o seu último trabalho em teatro. Foi unanimemente reconhecido como um dos melhores actores portugueses.

Faleceu em Almada a 1 de Fevereiro de 2005

Vídeo de Homenagem com dobragens que o actor fez


Obrigado Canto e Castro

3 comentários:

Naturezas disse...

Hoje venho roubar este , sempre é mais publicidade para o teu blog , OBRIGADA a ti também .
:D O que é nacional é bommmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm :P

Desenhosanimados disse...

Ok na boa! Tá aqui para o pessoal ver :)

Fred Burnay disse...

Quem é que faz a voz do outro dinossauro?